domingo, 6 de outubro de 2013

A opinião que o Autor tem da Bélgica

A opinião que o Autor tem da Bélgica é simples de explicar e ocorre ser justificada pelos factos históricos. A Bélgica não é senão o passadiço dos alemães para a França. Foi assim em 1914, foi assim em 1939, e sê-lo-á assim sempre. A este quasi anátema do todo histórico que a Bélgica é, exceptuo, porém, dois dos seus cidadãos: Hercule Poirot e o Cardeal Mercier - um deles é uma personalidade fictícia e o outro está morto. O primeiro, mesmo não existindo, preferiu emigrar para Inglaterra, onde todos julgam que ele é francês. O segundo, clérigo, homem de sentimentos cristãos, além de competentíssimo filósofo, devia tomar a nacionalidade à conta de penitência. Fora estes dois singulares, a Bélgica só tem relevância sazonal, de cada vez que os alemães se lembram de aniquilar definitivamente a França.

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